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# O mundo externo

> A porta entre o seu Ledger e o mundo externo: como as contas externas funcionam e como a conciliação prova que seus registros correspondem à realidade entre sistemas.

Até aqui, tudo viveu dentro do seu Ledger. Mas o dinheiro não fica só lá dentro. Ele chega de bancos, redes de cartão e outros sistemas, e também sai para eles. Duas ideias explicam como um Ledger autocontido se conecta ao mundo externo e como você *prova* que seus registros ainda correspondem ao que realmente aconteceu lá fora.

Imagine um prédio com uma porta de entrada. A porta em si não armazena nada. Ela só marca o limite entre dentro e fora. Seu Ledger tem uma porta assim.

## Contas externas: a porta para o mundo externo

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Uma **conta externa** é a porta entre o seu Ledger e o mundo além dele: bancos, redes de cartão, outros sistemas. O dinheiro que entra no seu Ledger vem *de* uma conta externa. O dinheiro que sai vai *para* uma.

No Midaz, a conta externa padrão tem direção `debit`. Quando R\$100 entram para um cliente, o Midaz usa essa conta externa como origem. O débito dela aumenta o valor disponível e equilibra o crédito na conta que recebe. A direção não significa que a conta externa tem saldo negativo.

> [!NOTE]
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> Pense de novo na porta de entrada do prédio. A conta externa é essa porta. A direção dela diz ao Midaz como aplicar um débito ou um crédito. Ela não rotula um saldo como dinheiro faltando.

```mermaid mermaid theme={null}
flowchart LR
  E["Conta externa<br/>(a porta)"] -->|"+ R$100 entrando"| A["Conta do cliente<br/>(dentro do Ledger)"]
  classDef bal fill:#fff8e1,stroke:#f4b400,color:#333;
  class A bal;
  classDef ext fill:#eef2ff,stroke:#6366f1,color:#333;
  class E ext;
```

## Conciliação: provando que os livros correspondem à realidade

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Depois que você tem um limite, precisa verificar se o que foi registrado dentro corresponde ao que o mundo externo registrou. Essa verificação é a **conciliação**: provar que seus registros internos batem com os registros externos (extratos bancários, relatórios de processadoras, arquivos de liquidação).

Você compara os dois, linha por linha, e confirma que eles concordam. Quando não concordam, a conciliação é como você detecta isso:

* Movimentações **ausentes**: algo aconteceu lá fora que o seu Ledger nunca registrou.
* Movimentações **duplicadas**: a mesma coisa registrada duas vezes.
* Movimentações **divergentes**: valores ou detalhes que não batem.

O momento depende do seu negócio: alguns conciliam **continuamente**, à medida que os registros chegam, outros no **fim de cada dia**. De um jeito ou de outro, no momento em que você se conecta ao mundo externo, você assume a tarefa de provar que os dois lados ainda concordam.

> [!NOTE]
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> A conciliação é como **contar o caixa comparando com os recibos** no fim de um turno. A gaveta de dinheiro é o seu Ledger. Os recibos são o registro externo. Comparar um com o outro prova que os livros correspondem ao que aconteceu, e sinaliza o que não corresponde.

## Próximos passos

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> [!NOTE]
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> **Veja isso na Lerian**
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> Veja essas ideias na prática: [Transações](https://docs.lerian.studio/pt/products/midaz/transactions.md) e o [Glossário](https://docs.lerian.studio/pt/start-here/glossary.md).


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